Muda a tua mente. Muda a tua vida.

muda-a-tua-mente-newmanity.png

By Ana Rocha, Comunicóloga, Coach e (quase) Psicóloga


Décadas de investigação volvidas e Carol Dweck – a psicóloga estadunidense que estuda o papel das teorias implícitas da inteligência – descobre o poder do mindset.

Carol Dweck propõe a existência de duas concepções opostas da inteligência – a concepção estática e a concepção dinâmica – que influenciam o pensamento, a acção e a escolha dos objectivos dos indivíduos, bem como as atribuições para os resultados, a eficácia e as expectativas de realização futuras.

Indivíduos com a concepção estática acreditam que a inteligência é um traço fixo e estável, um conjunto de competências improvável de alterar e/ou controlar. Estabelecem objectivos centrados no resultado, demonstram competência através do evitamento do fracasso e exibem padrões de realização de desistência.

Indivíduos com a dinâmica acreditam que a inteligência é um conjunto de competências passíveis de desenvolvimento na relação com o investimento e esforço, logo, provável de alterar e/ou controlar. Estabelecem objectivos centrados na aprendizagem – mesmo que confrontados com o fracasso! – e exibem padrões de realização de persistência.

As normas e os valores sociais são indissociáveis das concepções pessoais de inteligência – porque determinam os critérios de sucesso e de fracasso – mas se a inteligência é, afinal, uma questão escolha, podemos escolher:

  • Estabelecer objectivos desafiantes

  • Priorizar a aprendizagem sob o resultado

  • Diversificar estratégias

  • Valorizar o esforço

  • Persistir, a despeito das dificuldades

  • Pedir feedback

  • Promover a cultura da inteligência dinâmica.

 

O meu primeiro contacto com o trabalho de Carol Dweck data de Fevereiro de 2014 – Psicologia da Motivação, Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto – e o impacto da revelação que, aí, acontecia foi indissociável de outras teorias que compõe o campo de estudos. A saber, a Perspectiva Atribucional de Weiner e a Teoria do Medo do Sucesso de Matina Horner, por exemplo.

Até então, eu era fracassada – não tinha terminado a primeira licenciatura, não tinha carta de condução, estava com sobrepeso e sentia-me infeliz com isso – porque eu vivia de escolhas inconscientes. Ao reassumir o protagonismo sobre a minha vida, leia-se, ao tomar a decisão de me colocar no centro do processo e de me responsabilizar pelo meu percurso, eu desenvolvi competências – técnicas e emocionais – que me permitiram terminar a licenciatura, tirar a carta de condução, emagrecer catorze quilos, aplicar aparelho ortodôntico… - num ano.

Importa dizer que objectivos desafiantes compõe-se de pequenos objectivos e a celebração de cada conquista promove um autoconceito, uma autoestima e um senso de autocontrolo que reforçam a mudança de mindset e a adopção de comportamentos adaptativos. Não raro é, por isso, descobrir testemunhos semelhantes ao meu.

Viver? Só conscientemente.


 
ana-rocha-newmanity.png

Comunicóloga, Coach e (quase) Psicóloga, a Ana Rocha prepara homens para a liderança. Licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho, certificada em Coaching pela We Create e Mestranda em Psicologia pela Universidade do Porto, a Ana reescreve a definição de masculinidade: a do homem, líder e protagonista, nas organizações e na própria vida. Podes conectar-te com a Ana aqui