Os Desafios de Learning & Development nas Grandes Organizações

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By Raquel Larangeira, Learning & Development Professional


“If only HP knew what HP knows, we would be three-times more productive.” 

Lew Platt , Former chief executive of Hewlett-Packard

O mundo evoluiu, as organizações transformaram-se, reinventaram-se, e integraram a revolução digital nos seus negócios. As indústrias deixaram de ser edifícios estanques com fronteiras fortemente delimitadas, para se mesclarem e cooperarem para servir o cliente. Muitas áreas no ecossistema corporativo mudaram, à exceção da tradicional área de formação que, em alguns casos mais arrojados, alterou a sua designação para Learning & Development Dept. ou foi recauchutada sob a forma de Universidade Corporativa.

No entanto, apesar da importância teórica e o impacto que pode ter nos objetivos e estratégia do negócio,  a área de L&D continua a viver da conceção e desenvolvimento de pilhas de conteúdos,  veiculados através de formações tradicionais, a maior parte delas “encaixadas à pressão” no último trimestre do ano.

As metas continuam, na sua grande maioria, a resumir-se à avaliação de satisfação da formação e ao número de horas que se consegue pôr uma pessoa sentada a ouvir outra que debita, muitas vezes, sem qualquer tipo de enquadramento ou justificação.

O futuro colaborador terá de possuir um conjunto de competências genéricas, sem o qual dificilmente se adaptará à velocidade com que o mundo gira. O futuro colaborador terá de ter acesso a experiências de aprendizagem personalizadas e customizadas para conseguir acompanhar e contribuir para os constantes desafios do negócio.

Mas esta é apenas uma parte da equação: a identificação das necessidades, impossível sem conhecermos as pessoas – as novas, as menos novas e as mais velhas.

Depois chegamos à experiência. Aquela parte do processo em que, apesar da diversidade de tecnologias e metodologias que temos ao nosso dispor, insistimos em atingir os mesmos resultados da mesma forma.

Sabemos que existe um modelo 70/20/10, mas só fazemos o 10.

Vezes e vezes sem conta. Todos os anos. Sem uma cultura de Learning Organization que ligue o investimento em desenvolver pessoas aos resultados do negócio.

Não é possível adiar muito mais o inevitável: as pessoas. É agora e é muito urgente irmos ter com elas. Conhece-las, envolve-las. Começar todo o processo de L&D numa perspectiva de co-criação, tal como há anos fazemos com os clientes!

São os nossos colaboradores quem, mais do que ninguém, podem levar negócio ao negócio – managers as trainers. São os nossos colaboradores que, em equipas multi-disciplinares, podem facilitar a ponte entre o objeto de aprendizagem e o indicador de performance. São eles que podem permitir aferir claramente a única coisa que uma equipa de L&D deve ter em mente: o impacto no desempenho da organização.

Só assim trocaremos horas de formação e de conteúdos por euros. Só assim criaremos culturas de aprendizagem que instiguem e motivem quem trabalha nas grandes organizações a ser mais, a querer crescer, a procurar ser curioso.

A aposta no ser humano será a única forma de capacitar uma força de trabalho multigeracional a coexistir com realidades como a inteligência artificial ou o machine learning. 

Mãos à obra!


 
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A Raquel é uma entusiasta de gestão e apaixonada pela investigação e resolução de problemas. Ela é uma proponente de liberdade, justiça e respeito e também uma mãe de alta qualidade. Para além disto, a Raquel adora um bom sentido de humor! Podes conectar-te com a Raquel aqui.